O grito d'alma
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No grito d'alma as palavras não querem calar... elas afogam, pletoram e, se não libertas, matam

18.7.07
Fala-se muito, pensa-se bastante, sente-se pouco, bem pouco mesmo, a realidade.
Mesmo, mesmo, quando o cheiro forte de fumaça-gente nos arde nos olhos e nos obriga.


O Filósofo anotou às 09:20.
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11.7.07
nhoc!

O Filósofo anotou às 08:45.
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poesia para crianças fofas é aquela que se faz mordendo

O Filósofo anotou às 08:45.
. . .
e o que é a poesia, tanto quanto toda a arte, esse incomensaurável sei lá





que liga


O Filósofo anotou às 08:42.
. . .
e o perene pensar paira sobre o sono bom, melhor jeito de se ser lógico

O Filósofo anotou às 08:40.
. . .
ou vice-versa, enviesado, do lado de lá do espelho

O Filósofo anotou às 08:38.
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não que que nunca tivesse tido tanto quanto quem pensasse alhures

O Filósofo anotou às 08:35.
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(nunca dediquei a devida importância ao verbo rolar)

O Filósofo anotou às 08:34.
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De tempos em tempos rola um tempo.

O Filósofo anotou às 08:32.
. . .
7.1.07
É assim mesmo! Entre plantar e colher, sempre rola um adubinho.






(comentário meu daqui,
ó)

O Filósofo anotou às 02:08.
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26.12.06
(eu sei que estou devendo a foto, eu sei...)

O Filósofo anotou às 20:52.
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25.12.06
Paisagens sempre ajudam muito.
É preciso, claro, estar no mundo para receber essa mãozinha.


O Filósofo anotou às 18:05.
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18.12.06
(A gente se acostuma a tirar toda a nossa força e colocar no juiz que nos olha a cada esquina insuspeita. Eu sei, dou aulas disso, embora poucos alunos dêem conta.
(Mas quando parece que é a vida que cobra, teoricamente deveríamos fazer o mesmo que deveríamos fazer com o juiz de cada esquina, ou seja, mandá-la às favas.
(Isso explica muito, sobretudo quando abdicamos do poder que é nosso de sermos um com a vida.
(Aí, meu amigo, ela assume tudo.

(Ai, ai, ai... é assim mesmo!


O Filósofo anotou às 00:04.
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17.12.06
(Então, a vida parece olhar, como se pudesse, para a minha cara com certa impaciência, como quem diz, se pudesse, "como é, vai ou não vai?")

O Filósofo anotou às 23:57.
. . .
(querer fica um troço bem complexo quando se pode)

O Filósofo anotou às 23:55.
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Ah, se eu pudesse!
Opa! Quer dizer que pode?


O Filósofo anotou às 23:53.
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9.12.06
Transforma-se dor em tantas coisas enfadonhas. Eventualmente, em arte.
E então, nos deparamos com mais uma pecinha de um caleidoscópio que, a todo momento, inspirações a fio, nos apresenta um instantâneo do que chamamos de humano.
As pessoas gostam tanto disso. De poderem se ver, ouvir e sentir nas musiquinhas bregas, nas novelas pobres, na arte singular.
Alguém conhece uma boa editora em Vênus?


O Filósofo anotou às 23:29.
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19.9.06
De estranho elevado aprazível, olho com desdém, como se eu estivesse para além do dentro que é o meu olhar. O avesso é a medida dessa distância que chamam de universo. Por isso, minha criança sorri e somos uma só Coisa.

O Filósofo anotou às 01:00.
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Sim, Deus, queria escrever mais, queria que quisesse que eu estivesse pronto. Mas só posso querer Tua vontade.

O Filósofo anotou às 00:58.
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Esse texto aí embaixo estava prontinho há tempos. Mas precisava amadurecer. Eu precisava olhar e achar que gostaria de publicar tudo pelo amor ao estar vivo que é escrever e amar ao ler, amar ao sentir mais vontade de escrever. Isso porque tantas coisas motivaram o longo texto.

O Filósofo anotou às 00:57.
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8.8.06
Das coisas que aprendemos sobre o amor

O que chamamos de amor é coisa de alma. É como se algo lá dentro, intuitivamente, te ajudasse a ver e a identificar seus pares, sua "família espiritual". Sim, sim, o amor, o verdadeiro, o tal, não cobra nada e quando algo cobra, não é o amor, mas o que nos limita, nos torna ainda pequenos - nossos medos, inseguranças e outras formas de maldade que resumimos na palavra "paixão". Não por acaso, vários tipos de "amor-família" são dados como exemplos de amor puro: amor de mãe pelos filhos, amor entre irmãos - quando é o caso, note-se bem, pois que o amor não se limita a convenções sociais tais como "ter que" amar filho, "ter que" amar irmão. Mas, se acontece, é bom exemplo. É amor que nada cobra, e é amor puro por isso mesmo, ora pois.
Tantas vezes, gostamos tanto, tanto, tanto de pessoas, com um amor grandioso, maravilhoso, enorme, magnânimo e, além de tudo isso, sabemos que é amor real e puro que sentimos, do que temos certeza, podemos jurar e testemunhamos aquele calorzinho que sobe do peito que nos é convicção de que não vivemos simplesmente um fenômeno psicológico - aquelas armadilhas infames que tantas vezes nos apronta a nossa mente.
E, tantas vezes, nesse caso, se tratamos de possível candidato-candidata de "amor-casal", simplesmente não identificamos o projeto de casal nos olhos daquela pessoa: é amor que sentimos, sem dúvida, do puro, do magnânimo, mas não é "amor-casal". Como eu costumo dizer, e que depois virou meio que domínio público devido a filminho que rolou por aí, "não toca sininho".
Esse tal de "amor-casal" tem um projeto. Essa intuição que une as partes até que a vida os separe (mas que se é, é eterno, por não ser a possessiva coisa de possuir, mas a bem mais possessiva, essa "do bem", coisa de soltar), essa intuição dá o tom, certa certeza sem qualquer fundamento, mas que sobe do peito, que é dali, daquela relação, com aquela pessoa, que coisas verdadeiras podem acontecer. E a verdade, oras, a verdade, é o que dá certo, que não dói, que não causa tédio, que alegra, que tudo de bom, como se convencionou dizer - mais até que "tocar sininho", até porque o sininho mesmo costuma tocar pouco. Isso tudo aí eu sabia bem, já tinha aprendido com algumas moças-sininho, em verdade, bem três delas e foi só tão tanto tudo isso.
A novidade para mim veio de algo do domínio do que parecia ser só da paixão, só do que tinha de doentio o amor. O "amor-casal", esse amor que carrega consigo um projeto de uma vida comungada de algum modo, que é projeção sartreana no outro do que temos de melhor e que, assim, diferente da paixão doente, vira inspiração e crescimento, traz também um querer ficar muito forte, um essencial querer estar perto, como que uma mensagem da natureza, do nosso "lado bicho", qual recado biológico dos hormônios que nos fazem cheirar bem para o vigor sexual, qual certeza intuitiva de que, sim, aquele é um bom parceiro para a proliferação da espécie. Apenas que esse olhar, esse gostar de estar perto e fazer coisas junto nos perseguirá eternidade adentro, não como as obrigações do mito do amor monogâmico eterno, mas na constituição daquela família espiritual de pessoas que se amam pelas veredas da luz.
E se há amor, menina, mas esse querer estar perto não está perto, que fazer senão viver, momento a momento, dia após dia, amor após amor?


O Filósofo anotou às 13:17.
. . .
1.8.06
nós
nossos nós
arejam
carinham
libertam
nossos nós
nós


O Filósofo anotou às 00:11.
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O Filósofo anotou às 00:01.
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14.7.06
a gente se vira com o que a vida dá
tenho o universo de minha janela outra
e tudo o que puder inventar e viver


O Filósofo anotou às 22:43.
. . .
mas não gosto disso
prefiro aquela combinação entre poesias e musinhas


O Filósofo anotou às 22:38.
. . .
as poesias continuarão descendo verborragicamente pelo ralo enquanto regurgita o estômago pelotes invisíveis
elas evitam as células folgadas, metidas à supermultiplicação


O Filósofo anotou às 22:35.
. . .
que seja festa o tempo que parecia dedicado ao louvor

O Filósofo anotou às 22:32.
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façamos das chamas do inferno o fogo da churrasqueira!

O Filósofo anotou às 22:31.
. . .
e eu que queria aquela sombra
clamava pela agüinha on the rocks


O Filósofo anotou às 22:31.
. . .
mas enche o saco
ah
enche


O Filósofo anotou às 22:28.
. . .
e nem dá para dizer da inteligência da coisa
o tal do engenheiro é brilhante
quem bolou os softwares então


O Filósofo anotou às 22:27.
. . .
então inexorável vida que é

O Filósofo anotou às 22:19.
. . .
E a gente quer porque quer fazer das coisas contos de fadas sem sequer senti-los

O Filósofo anotou às 22:19.
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E, de repente, kafkianamente, tudo havia mudado. Tudo.

O Filósofo anotou às 22:17.
. . .
21.6.06
É bem estranha a sensação que limita fronteiras entre o bastar-se plenamente e o desejo do que ainda é imponderável.

O Filósofo anotou às 15:45.
. . .
Eu não saberia dizer sobre tantas coisas, embora sempre seja possível emitir uns sons engraçados...

O Filósofo anotou às 15:43.
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20.6.06










O Filósofo anotou às 17:01.
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10.6.06

por vezes, a vida parece uma pintura


O Filósofo anotou às 19:29.
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7.6.06
suave presença
aquela que se faz existir
magnânima
entre tufões
temporais
trânsitos
rotinas
e entre os necessários tempos para respirar


O Filósofo anotou às 02:46.
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28.5.06
A gente aprende mesmo é sozinho e a diferença que faz a influência externa e a boa vontade dos que nos amam e querem que prosperemos passa pelo crivo de nossa vontade de ouvir, de ver, de sentir, de refletir - ou mesmo da ação de meditar, na qual, de forma ativa, damos o mais contundente "cala-a-boca" na mente verborrágica. A gente escolhe o que aprende e o tempo em que acontecerá. E o tempo, a duração de tudo, depende dessa prontidão. Por isso, por vezes, aprendemos tanto com quem nem sequer supunha que existíamos: e olha que estávamos, de fato, lá do outro lado do mundo e em dimensões tão díspares e, no entanto, tão perto.
(para a Lu)


O Filósofo anotou às 23:03.
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Uma idéia para a posteridade: escrever "O Livro dos Comentários Sensacionais". Bastaria fazer uma devassa em tantas coisas inimagináveis que já recebi pelos blogues da vida e incluir suas completudes ou incompletudes com os textos que supostamente lhes deram origem. E você aí que me lê? O que espera? Não quer ter sua contribuição citada em tão magnânimo compêndio?

O Filósofo anotou às 22:46.
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20.5.06
entre vírgulas, respiro, sinto, contemplo
eis meu olhar dia-branco sobre tudo


O Filósofo anotou às 13:28.
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16.5.06
Sem São Paulo, o meu mundo é solidão
Da minha janela, essa paulicéia assustada e triste. Um inimaginável silêncio. Após quase cinco minutos, ouço, um carro passa, talvez procurando por uma farmácia para aliviar, com urgência, dores outras.


O Filósofo anotou às 03:52.
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a ironia é mesmo, sem dúvida, uma sutil modalidade da maldade
e, ainda assim, tento transformá-la em arte


O Filósofo anotou às 02:09.
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9.5.06
Meus amigos sabem bem o quanto que eu aprecio ler sobre questões esotéricas. Encontro nelas diversão garantida quase sempre. Não há tédio em seus tópicos! Mas confesso que é com algum pesar que acompanho a freqüência quase tão total com que tantos se ebofeteiam virtualmente nas salas de discussão desses temas específicos, enquanto procuram aqui e ali pelo anti-cristo ou tentam sintonizar as energias no sétimo raio violeta, subscrevendo-se sob alcunhas tais como "o humilde irmão", "o simples servo da Luz" etc. Então, este "irmão de Luz" que daqui vos fala fica ávido pelas mensagens dos céus que o mais rapidamente possível possam informá-lo sobre o mal que ainda o habita.

O Filósofo anotou às 02:38.
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6.5.06
Tudo pode mudar a qualquer momento. A frase é um chavão dos mais realistas. E sei que há um qualquer momento dos grandes chegando, desses poderosos e desajeitados como um tiranossauro rex. No pouco tempo que resta, eu olho e olho com atenção para tudo, sobretudo para a ainda presença das coisas chatinhas, antes que mudem de lugar na vizinhança, pois preciso aprender a expulsá-las do mundo enquanto bailam com desdém e ironia diante de mim.

O Filósofo anotou às 13:41.
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as coisas passam
a vida passa
o ferro passa


O Filósofo anotou às 13:35.
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5.5.06
Neste endereço há um convite para reflexão dos mais incomuns. Os "ets do bem" estariam nos convidando para decidir se queremos que eles apareçam ou não, com suas naves espaciais, raios multicoloridos e toda a sorte de equipamentos que conduziriam a humanidade a uma nova era etc. etc. etc. Como precisamos do mal para nos identificar com o bem, há também no mundo um "Governo Secreto" que é dominado por "ets do mal" e cujo maior representante na Terra é o George Bush, a própria besta do apocalipse, na verdade um "reptiliano disfarçado" interessado em preparar a humanidade definitivamente para servir aos interesses dessas raças tão malvadas.
Pois bem. Nossos heróis do bem nos convidam para escolher se eles devem vir ou não para a visibilidade. Argumentam sobre o porquê deles não terem dado as caras até agora e informam essa possibilidade democrática de "votarmos" se nós desejamos que estejam por perto. Tive a curiosidade de investigar na internet a quantas andam os votos e as campanhas desse referendum popular e notei que "os discos do bem" são vistos como salvadores contra o mal que nos cerca, a "fraternidade branca" contra as trevas dos "maldosos iluminati" e que, sim, sim, sim, que venham logo nossos amiguinhos siderais. Não só "a verdade está lá fora", parodiando os episódios do famoso seriado, como nossas fraquezas, incompetências e imaturidades morais também. Chamam-se greys, draconianos, iluminatis dentre tantos outros álibis. Curiosamente, nossos heróis parecem saber disso, argumentando sobre a mister necessidade da humanidade assumir responsabilidades pelo seu destino, ainda que individualmente, ainda que em uma ação isolada de, pelo menos, responder com firmeza se deseja ter discos voadores a zunir pelos céus em companhia dos nossos aviões, helicópteros e do dirigível da Globo. Na verdade, eles têm um texto e um argumento tão bons que eu próprio gostaria de ter escrito isso em alguma trama literária que versasse sobre a eterna luta do bem contra o mal. Por isso, decidi pelo meu voto que SIM, que venham nossos heróis e aproveitei para fazer, neste espaço, minha boca-de-urna.
E você, já decidiu o seu voto?


O Filósofo anotou às 01:56.
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26.4.06
CERTO SENTIDO
Hoje, ontem, há alguns dias já, estado de espírito tão estranho. Tudo contemplo eu. Meu silêncio, essa inação, esse olhar sereno para um cotidiano silencioso mas, não sei como explicar, aconchegante. É como se pudesse chamar tudo isso de fé - não de esperança de algo a acontecer para depois, mas a certeza do já que a gente vive no agora. Não sei se compreenderia tantas palavras se as lesse e não simplesmente as sentisse. Mas se em uma praia tranqüila, em amanhecer de verão, ao som distante da alegria que fazem as crianças nos ensinando a viver, já sentiu você aquela brisa que acalanta, então creio que, em alguma medida, sabe do que estou falando.


O Filósofo anotou às 02:50.
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20.4.06
não faz não

O Filósofo anotou às 09:30.
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19.4.06
As pessoas adoram um bom draminha

O Filósofo anotou às 17:57.
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E não são as tantas músicas ecológicas?
Das quais o que ficará após avalanche das águas e fogo do tempo chegado?


O Filósofo anotou às 17:56.
. . .
Eco-Romantismo
Todos aqueles textos
Frases tecnicamente intercaladas por assombroso acaso
Bobagens vis, do melhor tipo, magníficas
A poesia como estandarte da humanidade
Para se gozar enquanto se lê
E jogar fora


O Filósofo anotou às 17:54.
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17.4.06
É preciso não entender tudo errado sobre o sentir. As novelas pobres, cotidianas, cuidam de manter a todos medíocres pregando algo cafona, dolorido, cancerígeno, que não é sentir. Nada de cara metade, de completar-se em quem quer que seja. Sentir implica em prescindir das fortes emoções e milongas tangueiras de tragédia doente. Sentir começa por coisas simples, qual ventinho no dedão do pé. Assim, centrado, torna-se algo tão poderoso e angelical.

O Filósofo anotou às 13:04.
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Imagine se, de repente, toda a sua fé te falasse com certo grau de violência:
- Ou você banca aquilo que acredita ou eu acabo com o seu apêndice!
Aconteceu.
Engraçado como às vezes tudo o que a gente precisa para crer é uma porrada bem dada (por exemplo, na barriga, na altura do apêndice). Diante de tão irresistível argumento, acreditei piamente em tudo o que eu sempre cri. Então, aquela dor chatinha, tão rápido quanto apareceu, sumiu.


O Filósofo anotou às 12:44.
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Fase. Palavra engraçada essa.

O Filósofo anotou às 12:37.
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13.4.06
Abri a geladeira e voou um pires imitação-barata-de-santa-marina e se espatifou em pedaços pequenos, médios e maiores que médios no chão quadriculado de minha cozinha (flying saurces?). Logo atrás, qual rubinho desiludido, seguiu-o certa meia-laranja que faria as caras de drink em meu guaraná diet. Assim é a vida. Se a gente abre a geladeira errada...

O Filósofo anotou às 13:43.
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... porque vontade dá, e muita, de editar certas passagens...

O Filósofo anotou às 13:37.
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A gente pode ser tantos e tantas.
Hoje, só hoje, quem sabe até só agora, eu trocaria a arte toda que aflora por aquela carta, telefonema, notícia, caminho.


O Filósofo anotou às 13:36.
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12.4.06
Em um dia especial, o Dia Internacional do Ursinho Fofinho, colocarei a foto ou desenho do ursinho mais fofinho que eu encontrar, aqui por estas páginas. Então, logo abaixo, relembrando aquelas redações "Minhas férias", por meio das quais minhas professoras na infância estimulavam minha criatividade literária, eu escreverei sobre o bicho.
Revolucionário.


O Filósofo anotou às 10:47.
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Não escrever costumeiramente coisas do tipo "ah, é isso mesmo" alivia. Não dá para imaginar muitos jeitos de encher slides de powerpoint em que caibam, ao mesmo tempo, meus textos e ursinhos fofinhos.

O Filósofo anotou às 10:43.
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O melhor jeito de ser tio é de longe, ainda mais com tantas lojas de brinquedo tão pertinho, tão disponíveis. Deu vontade, a gente chega, tipo fast food.

O Filósofo anotou às 10:37.
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Ah, é bonito tudo isso, isso de ver beleza nas coisas desse seu cotidiano que a gente assiste, mesmo que enrolado como convém à humanidade. Ah, como quando a gente ama, depreza com amor, e as rotinas fazem a bela parte do cotidiano da eternidade.

O Filósofo anotou às 10:35.
. . .
10.4.06
e o dia vai amanhecer mais um

O Filósofo anotou às 16:12.
. . .
8.4.06
esse amor que me transborda pouco contagia, mas liga

O Filósofo anotou às 04:29.
. . .
quero crer na brisa fresca que refresca
chama-se delícia a profissão de fé do espírito puro


O Filósofo anotou às 04:26.
. . .
Das escolhas
e já que cremos
qualquer que intransponível a nós
nos derruba

mas já que cremos
qualquer que parecesse instranponível
seria qualquer


O Filósofo anotou às 04:24.
. . .
Carta ao povo

siga
se não fosse você
ser preferido de Deus
grande não seria
tua prova


O Filósofo anotou às 04:04.
. . .
7.4.06
Não é aqui! Explicações ficam na seção de auto-ajuda, bem mais que nos dicionários. Aqui, a coragem quase rara de sentir.

O Filósofo anotou às 04:15.
. . .
mas, então, que ego é esse tal de eu que nos afasta de tantas evidências daquele sublime que vitimizados de nós mesmos nos recusamos a admitir que sim?

O Filósofo anotou às 04:13.
. . .
nuances aclodem de matizes de luz
lá, em toda a parte, na mais ignorada folha que quase te roça
quadros nunca pintados por nossos tão sem tempo mestres da pintura


O Filósofo anotou às 04:11.
. . .
cheirar é dos prazeres mais puros e, todavia, dos mais deprezados
quem cheirou bem a fundo a mais recente manhã me entende bem


O Filósofo anotou às 04:08.
. . .
sorvete é poesia

O Filósofo anotou às 04:06.
. . .
troco aquela vontade de tempo e departamentalizações por poesia

O Filósofo anotou às 04:05.
. . .
sem que me assentisse a lembrança, sigo, intuitivo
com os passos, sinto a terra fofa e quente e na pele as carícias sazonais
pensar, não penso em nada, e o pensamento que me pensa fica ao léu
sem nortes ou prederminações, sigo direções honestas do momento
não minto nem dissimulo ou calculo se minto ou dissimulo
comigo, plenitude estranha: assim sou sol


O Filósofo anotou às 04:04.
. . .
4.4.06
leia de novo
sentindo


O Filósofo anotou às 12:53.
. . .
O universo espera
Isso é tempo
Nada pára e tudo espera


O Filósofo anotou às 12:52.
. . .
vem cá
sente um pouco
tomemos café
amizade é caminhar um pouco no tempo
e o que traz de eterno é amor
por isso a gente se vê
depois


O Filósofo anotou às 12:49.
. . .
amor? tem certeza? mas quem tá falando? cadê você?

O Filósofo anotou às 12:47.
. . .
caminhos infinitos
setas sutis são maioria
setas há que espetam e doem e matam indicam seus caminhos
caminhos infinitos
setas para errar por caminhos
setas [sempre] para chegar


O Filósofo anotou às 12:46.
. . .
das pateticidades humanas, as tantas paixões
intermináveis músicas e versos sobre suposto amor que apega
chama-se "sentir as dores"
as dores, ora, as dores
as dores só indicam erros da errância
(as vítimas também são erros...)
o sentir mesmo, que é inevitável, vem só ao final, simples que é
e poderia ser chamado simplesmente de paz


O Filósofo anotou às 12:41.
. . .
as gentes se apegam às coisas e às gentes
medo de sentir entrementes


O Filósofo anotou às 12:33.
. . .
disseram que o anjo-diabo cansou, parou, sentou na escada

O Filósofo anotou às 12:26.
. . .
eternamente
tem um pouco de tudo na entidade eu
e vice-versa
eu - coisa de ego
vaidade, ciúme, ansiedade
dentre tantos degraus


O Filósofo anotou às 12:26.
. . .
o tempo é o período necessário para perceber-se
depois disso vem a eternidade


O Filósofo anotou às 12:19.
. . .
as coisas têm um tempo próprio
o tempo é próprio e está em você
daquelas coisas que sempre se sabe mas reparar não se repara


O Filósofo anotou às 12:18.
. . .
1.4.06
E a verborraria dá saudades do silente silêncio. E durante o vácuo, tantas possibilidades nos vêm à mente.

O Filósofo anotou às 20:47.
. . .
Por isso, fins de mundo a fio, estou aqui. E aprendi com Sartre a te amar em mim. E peixes, e taturanas, e tsunamis, e tobogãs, e os tantos amores e desamores. Tudo em mim, tão do mundo que estão.

O Filósofo anotou às 20:46.
. . .
Os tsunamis também ensinaram que até peixes podem ser perigosos. Eles com aqueles olhos esbugalhados e aquelas bocas insuspeitas a fazer "glub"... "glub". Sobre taturanas e scargots ainda aprendi bem pouco. Falando dos últimos, vendo-os vivos e gosmentos, melhor sabê-los temperados, com seu gosto estranho. Creiam!

O Filósofo anotou às 20:44.
. . .
Tanta coisa que se aprende.

O Filósofo anotou às 20:35.
. . .
Sim. Lá tinha uma coisa. Aprendi, com a Bebê, a gostar de latinhas.

O Filósofo anotou às 20:34.
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Sei o que é cair de um prédio em segurança e aprendi isso numa dessas vezes em que acabou o mundo. Conheço o percurso dos peixes que devolvo ao tsunami quando atiro os bichos dos oito andares da minha janela.

O Filósofo anotou às 20:19.
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Quando o mundo acabou em 2000, por alguma razão eu ainda consegui viajar quase dois meses depois. Fui para o Ceará fugir de mim e das responsabilidades de me olhar de frente nos olhos de outrem. Fui. Lá tinha um parque com um tobogã gigante, que segundo diziam, equivalia a uma queda de treze andares. Morri por lá também e aprendi, lá de baixo, como é ressussitar, quando a gente já imagina tudo perdido. Eita lição importante...

O Filósofo anotou às 20:17.
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Quando o mundo acabou no ano 2000, foi no dia 5 de maio, às 5 da tarde. Na verdade, foi das 17 às 2 da matina do dia 6, aproximadamente. Foi no alinhamento de todos os planetas do sistema solar. Cheguei a ler que acabou mesmo e o que vemos agora é um holograma, no melhor estilo "Matrix". Adoro esses sites de conspirações do fim do mundo, que sempre me elevam a moral.

O Filósofo anotou às 20:14.
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Ninguém me contou o que fazer com esses peixes esquisitíssimos trazidos pelo fundo do mar, que ficaram saltitantes pelo chão do meu apartamento, para o delírio dos gatos. Já recheei o freezer com eles e ainda restam milhares! E não adianta jogar pela janela que o mar traz de volta, todos indiferentes aos oito andares de queda livre.

O Filósofo anotou às 20:11.
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Dia 23 era o último dia do fim do mundo. O próximo é em 2012, eu acho. Se bem que entre março e abril, fontes secretas me contaram, também acaba. De novo, é apenas um finzinho, sem "f" maiúsculo; só fim. E assim, vamos vivendo.

O Filósofo anotou às 20:08.
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Dia 23 era o dia do fim do mundo. Não fim... aquele fim com letra maiúscula, o "fim" que é nome próprio. Era para ser um finzinho só, alguns cataclismos, pilhas de gente morta, tsunamizinhos aqui-acolá... coisa simples. E era tão verdade que estamos todos aí para contar a história.

O Filósofo anotou às 20:05.
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Dia 23 era o dia do fim de mundo. Não contaram para ela. Acabou. E então ela ficou assim, assim, reclamando...

O Filósofo anotou às 20:03.
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14.2.06
é bem um paradoxo essa coisa de em si caber o mundo
é um mundo que se escolhe, sem dúvida, mas infinitas são as escolhas do que vai lá a ser visto pelos nossos olhos, tocado, provado...


O Filósofo anotou às 02:58.
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