O grito d'alma
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No grito d'alma as palavras não querem calar... elas afogam, pletoram e, se não libertas, matam

14.7.06
a gente se vira com o que a vida dá
tenho o universo de minha janela outra
e tudo o que puder inventar e viver


O Filósofo anotou às 22:43.
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mas não gosto disso
prefiro aquela combinação entre poesias e musinhas


O Filósofo anotou às 22:38.
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as poesias continuarão descendo verborragicamente pelo ralo enquanto regurgita o estômago pelotes invisíveis
elas evitam as células folgadas, metidas à supermultiplicação


O Filósofo anotou às 22:35.
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que seja festa o tempo que parecia dedicado ao louvor

O Filósofo anotou às 22:32.
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façamos das chamas do inferno o fogo da churrasqueira!

O Filósofo anotou às 22:31.
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e eu que queria aquela sombra
clamava pela agüinha on the rocks


O Filósofo anotou às 22:31.
. . .
mas enche o saco
ah
enche


O Filósofo anotou às 22:28.
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e nem dá para dizer da inteligência da coisa
o tal do engenheiro é brilhante
quem bolou os softwares então


O Filósofo anotou às 22:27.
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então inexorável vida que é

O Filósofo anotou às 22:19.
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E a gente quer porque quer fazer das coisas contos de fadas sem sequer senti-los

O Filósofo anotou às 22:19.
. . .
E, de repente, kafkianamente, tudo havia mudado. Tudo.

O Filósofo anotou às 22:17.
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