há esse silêncio no nosso olhar espécie de inconsciente do bem que as perversões da psicanálise nunca veriam um saber sem saber nem só pai e filho, mas um quê que nos é comum, um quê que nos faz irmãos em algo maior O Filósofo anotou às 23:50. . . .
tantas crianças arrumam as doenças que dizem sobre a obrigação de estar aqui mas meu filho nasceu chutando e vivo e querendo pizza, churrasco, festa, cerveja está nos olhos dele que ele celebra tudo e todos e abraça, e fala doce, papai O Filósofo anotou às 23:47. . . .
não pensava nisso enquanto brincava de pega-pega com o meu filho não pensava senão nele, como lindo é ele O Filósofo anotou às 23:44. . . .
não obstante e já falei sobre minhas predileções pelo verbo obstar quando a gente aprende sobre o arbítrio de qualquer jeito de olhar tudo muda O Filósofo anotou às 23:43. . . .
sim, tenho compaixão por conhecer as entranhas íntimas dos abismos já comi de tanta areia dos desertos de asilos que me arrumei (pois queria covardemente me livrar desse parente enfadonho que me habita) mas dói deixei os sonhos e me tornei nietzscheano só porque dói O Filósofo anotou às 23:42. . . .
idealista eu? já disse que a esperança é a doença dos que tudo perderam, um sintoma último e tanto escândalo dos que têm em Deus essa deformidade O Filósofo anotou às 23:39. . . .
palavras adoecem secas e é fácil é escrever água O Filósofo anotou às 23:37. . . .
e nem precisamos nos perder nas miragens de deserto que nos convencemos que a tudo rodeia O Filósofo anotou às 23:32. . . .
não tem jeito e nem é fatalismo não. bem, beleza, tudo-de-bom deixam saudade. e certo quê de putz O Filósofo anotou às 23:31. . . .
se fosse possível daria um livro especialíssimo de coisas lindas e perdidas para sempre O Filósofo anotou às 23:45. . . .
mó texto legal... eu tinha escrito mó texto. O Filósofo anotou às 23:44. . . .