O grito d'alma
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No grito d'alma as palavras não querem calar... elas afogam, pletoram e, se não libertas, matam

25.4.09
GURI
O melhor que há em mim está no que esse menino consegue fazer fluir-me tão natural
Ele me diz sem dizer os valores, a beleza, a pureza que me fizeram acreditar que eu não tinha
Nos olhinhos do meu guri, acredito no calor de Deus que me aquece a alma, e confio, porque ali, em nós, não há o acaso
Juntos somos o amor mais puro e chegamos tão perto de tudo o que transcende
Eis aí mostrada bela prova da insignificância das pobres palavras


O Filósofo anotou às 23:32.
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24.4.09
... mas não queria, eu, respostas, não.
Dá-las, ou recebê-las, não.
Hoje, aquele chá mate quentinho e biscoitos amanteigados deliciosos, engordativos, e falaríamos sobre coisas bonitas.


O Filósofo anotou às 17:24.
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Gosto das vírgulas. Amiga minha que escreve super bem já disse que eu exagero. Fa-ze-ro-quê? Gosto de olhar pelas janelas e captar os momentos insuspeitos de tudo.

O Filósofo anotou às 17:20.
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Mansidão
É das provas mais terríveis. A gente ali, pronto para agir, aguardando ordens da alma e, ao menor apertinho no peito, pularíamos em êxtase rumo à tarefa que nos tiraria do torpor da chuva fina que cai lá fora e em trombas d'agua no peito.
A silente resposta nos faz mais chuva, dia branco da alma e frio.
E, a qualquer momento, no entanto, faz-se a inevitável possibilidade.


O Filósofo anotou às 17:11.
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