GURI O melhor que há em mim está no que esse menino consegue fazer fluir-me tão natural Ele me diz sem dizer os valores, a beleza, a pureza que me fizeram acreditar que eu não tinha Nos olhinhos do meu guri, acredito no calor de Deus que me aquece a alma, e confio, porque ali, em nós, não há o acaso Juntos somos o amor mais puro e chegamos tão perto de tudo o que transcende Eis aí mostrada bela prova da insignificância das pobres palavras O Filósofo anotou às 23:32. . . .
... mas não queria, eu, respostas, não. Dá-las, ou recebê-las, não. Hoje, aquele chá mate quentinho e biscoitos amanteigados deliciosos, engordativos, e falaríamos sobre coisas bonitas. O Filósofo anotou às 17:24. . . .
Gosto das vírgulas. Amiga minha que escreve super bem já disse que eu exagero. Fa-ze-ro-quê? Gosto de olhar pelas janelas e captar os momentos insuspeitos de tudo. O Filósofo anotou às 17:20. . . .
Mansidão É das provas mais terríveis. A gente ali, pronto para agir, aguardando ordens da alma e, ao menor apertinho no peito, pularíamos em êxtase rumo à tarefa que nos tiraria do torpor da chuva fina que cai lá fora e em trombas d'agua no peito. A silente resposta nos faz mais chuva, dia branco da alma e frio. E, a qualquer momento, no entanto, faz-se a inevitável possibilidade. O Filósofo anotou às 17:11. . . .